9 dicas para melhorar o sinal WiFi de sua casa ou empresa

Ajustes de configuração e posicionamento podem trazer melhoras na qualidade do sinal e experiência na conexão.

Com todo o cenário atual, pandemia, pessoas mais tempo em casa, crianças fazendo aulas online, home office, a demanda pelo uso de WiFi aumentou consideravelmente.

E esse recurso, que deveria servir para auxiliar, em muitos casos acaba gerando stress por causa de fatores muitas vezes simples.

Os fatores mais comuns podem ir de uma frequência sobrecarregada até mesmo a dificuldade de propagação do sinal face a barreiras físicas, como vidros, espelhos e paredes.

Vamos ver neste artigo algumas formas de melhorar a qualidade do WiFi.

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Focando melhorar a propagação do sinal em todos os cômodos da casa, a localização do roteador é fundamental.

Assim, é importante reavaliar e se necessário, mudar o roteador, para um lugar mais central e numa posição mais alta.

Afinal, a propagação das ondas de rádio do WiFi é mais eficiente para baixo e para os lados.

Sabe quando você joga uma pedra na água? Lembre-se da forma como as ondas são formadas a partir do ponto onde a pedra atinge a água: o sinal de WiFi se propaga da mesma maneira, ou seja, de forma circular e em todas as direções.

Assim, reposicionando o roteador, afastando-o de objetos que possam causar interferência, como telefones sem fio, microondas, espelhos, aquários, TVs, etc., permite uma melhor propagação do sinal WiFi.

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O canal de transmissão pode ser visto como os canais de Televisão, na era analógica: uns eram mais ‘limpos’, outros tinham mais interferência e entregavam uma imagem com chuviscos e fantasmas.

No Wifi, a lógica é a mesma.

Assim, alterar a o canal de transmissão permite que os dispositivos recebam o sinal do roteador de uma maneira mais ‘limpa’, melhorando assim a experiência.

A frequência é um dos vilões do sinal de Wifi.

Enquanto a frequência 2.4GHz vai mais longe, é mais suscetível a interferências e entrega pouca velocidade (banda).

Nominalmente, o 2.4GHz pode entregar até 70 Megabits por segundo.

Mas na realidade, em muitos casos não passa de 20 a 40 Megabits por segundo em condições ideais de sinal.

Já a frequência 5.8GHz (5G – não confunda com o 5G da telefonia celular!) não tem um alcance tão grande, mas é menos suscetível a interferências e entrega muito mais velocidade (banda).

Há modelos de roteadores que conseguem entregar em torno de 300 Megabits por segundo.

Como a popularização do WiFi doméstico se deu utilizando basicamente a frequência de 2.4GHz, o número de redes (e consequentemente interferência) é muito maior. 

Assim, migrar para um conjunto de  roteador e equipamentos que trabalhem com 5.8GHz pode melhorar substancialmente sua experiência! 

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De nada adianta ter um roteador de última geração, com banda e processamento altos, tecnologias de separação de sinal, se os equipamentos que acessam o WiFi (notebooks, celulares, tablets) estão desatualizados.

Ou seja, o dispositivo até consegue ‘escutar’ de maneira ótima o sinal que recebe do roteador WiFi. Mas, por outro lado, não tem potência suficiente para ‘responder’ a ele.

Utilizar equipamentos atualizados faz com que sua experiência no WiFi seja muito melhor!

Complementando o que já foi abordado no item 1, é importante colocar o roteador em um ambiente arejado.

Afinal, como num exercício físico na academia, por exemplo, quanto mais o roteador trabalha para entregar uma boa conexão, mais ele esquenta.

E nenhum equipamento eletrônico trabalha corretamente quando está muito quente.

Reiniciar o dispositivo periodicamente também ajuda a evitar erros de memória, causados tanto por bugs, como também por superaquecimento.

Minha experiência mostra que o uso deste tipo de equipamento é aconselhável apenas em locais onde haja pouquíssimos obstáculos entre o roteador WiFi e o repetidor/extensor.

Assim como na brincadeira de ‘telefone sem fio’, o extensor precisa receber e entender corretamente a mensagem enviada pelo roteador, e retransití-la para os dispositivos a ele conectados.

Se houver interferências entre o roteador e o extensor, haverão mais retransmissões da mesma informação, o que gera a famosa lentidão.

O mais correto para ambientes com muitos cômodos é utilizar a dica do item 1 ou até mesmo pensar em instalar cabeamento de rede até os cômodos com pior sinal de WiFi, e neles instalar outro roteador WiFi.

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Há muitos vídeos no youtube falando sobre instalar latinha de alumínio ou folha de alumínio em forma de concha nas antenas do roteador.

Há quem diga que essa medida paliativa melhora o sinal, mas há quem diga que nada mudou ao realizar essa ação.

O papel alumínio ou a latinha de alumínio, por ser uma superfície espelhada, pode ser usado para refletir as ondas de rádio do WiFi, para direcionar e ampliar a cobertura do sinal.

Vale a pena testar!

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Há aplicativos como WiFi Analyzer ou WiFiman que permitem ‘enxergar’ a cobertura do sinal WiFi no ambiente desejado.

São aplicativos fáceis de instalar no celular, via de regra estão disponíveis nas respectivas lojas (Google Play e App Store) e de fácil manuseio e entendimento das informações.

Com eles, é possível entender onde estão os gargalos de sinal e utilizar as dicas acima para tentar corrigí-los.

A tecnologia Mesh, para facilitar a compreensão, funciona basicamente como o extensor/repetidor de sinal.

Porém, no exemplo citado acima, via de regra ambos equipamentos são de marcas/fabricantes diferentes e isso pode causar incompatibilidades com certas tecnologias, prejudicando a transmissão do sinal.

A tecnologia Mesh permite que equipamentos da mesma marca/fabricante repliquem o sinal de WiFi por todo o ambiente.

Mas, claro, o custo é um pouco elevado, pois é necessário ter um equipamento ‘Mesh‘ para cada ambiente onde o sinal é pobre.

E isso nem sempre significa estabilidade e qualidade no sinal.

Recentemente atendi o caso de uma cliente que possui dois equipamentos Mesh de um determinado fabricante, e mesmo assim tinha uma experiência horrível com o sinal de WiFi.

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As dicas apresentadas aqui são baseadas em minha experiência trabalhando com distribuição de conexão de dados via WiFi.

São cenários genéricos e face a isso, podem funcionar para um ambiente, e podem não funcionar para outro.

Assim, se sua experiência em WiFi ainda não estiver dentro do desejado, consulte um profissional.

A experiência em instalações WiFi neste caso é fundamental para entender a necessidade, as dificuldades de propagação do sinal no ambiente e assim chegar a uma melhora no sinal.

Espero ter ajudado com essas dicas! Se precisar de ajuda, é só me chamar!

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Rogerio Silva
O Cara da TI
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Quase 3 décadas de experiência em Tecnologia da Informação
Instalação e compartilhamento de link de internet via WiFi em eventos como UFC, Brasil Open de Tênis, além de eventos para empresas como GOL, Latam, Ford, entre outras, bem como clientes de pequeno e médio porte, como escritórios de advocacia, contabilidade, coworkings, etc. 

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